Indulgência Plenária no dia de Finados 2020

“A absolvição sacramental livra a pessoa do inferno e a indulgência livra a pessoa do purgatório”, explica o Pe. Paulo Ricardo.

Comemorações estendidas

Na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, no dia 2 de novembro, milhões de fiéis de todo o mundo visitam os cemitérios para rezar pelos falecidos de suas famílias e obterem a indulgência plenária para oferecê-las às almas do purgatório.

Normalmente, a indulgência era concedida pela Santa Sé se o fiel visitasse algum cemitério entre os dias 1º e 8 de novembro e caso cumprisse as condições necessárias para obtê-la: oração pelos fiéis defuntos, confissão, comunhão e oração pelas intenções do Santo Padre, o Papa Francisco.

Entretanto, este ano, devido à pandemia, a Penitenciaria Apostólica, por meio de um decreto, estendeu o tempo para obter a indulgência, com o intuito de evitar aglomerações e permitir que um maior número possível de fiéis possa obtê-la. Assim, a indulgência poderá ser obtida até o fim do mês de novembro.

No que consiste o decreto

A mudança também ocorreu com a indulgência específica do dia 2 de novembro, quando podia-se obter uma indulgência plenária com a visita piedosa a um oratório ou igreja e rezar ali um Pai-Nosso e um Credo, juntamente com o cumprimento das condições necessárias para obter qualquer indulgência plenária (confissão, comunhão e oração pelo Santo Padre).

O decreto permitiu que essa indulgência fosse obtida em qualquer dia do mês de novembro, a escolha de cada um dos fiéis.

Além disso, os idosos, doentes e todos aqueles que, por motivos graves, não podem sair de casa, devido à decisão das autoridades ou por outra razão, podem lograr a indulgência se se unirem espiritualmente aos outros fiéis e se comprometerem a tentar cumprir o quanto antes as três condições para lucrar a indulgência (confissão, comunhão e oração pelo Santo Padre).

O decreto convida essas pessoas a rezar, diante de uma imagem de Jesus ou da Virgem Maria, orações pelos fiéis defuntos, como as laudes ou as vésperas do Ofício para os Mortos, o Rosário, o Terço da Misericórdia ou outras devoções oferecidas aos defuntos. Pode-se, também, meditar uma passagem do Evangelho e realizar uma obra de misericórdia, oferecendo-a a Deus.

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O que é indulgência plenária?

De forma simples, o Pe. Paulo Ricardo explica a “necessidade” da indulgência plenária:

“Para que as pessoas entendam o que é indulgência, é necessário entender antes o que é pena temporal. Quando vamos nos confessar, o sacerdote perdoa a pena eterna. Por causa dos nossos pecados, nós merecemos o inferno, então, o sacerdote perdoa os nossos pecados e com isso nós seremos salvos.

Mas, ao mesmo tempo, o pecado tornou o nosso coração pior, nosso coração não está pronto para entrar no céu. Se eu me confessar e morrer imediatamente após a confissão, eu estou salvo, mas não estou santo, porque ainda não amo a Deus de todo o coração, de toda alma e todo o entendimento. Então, a pessoa que morre nesta situação vai para o purgatório e, ali, purifica-se.

A indulgência é a remissão deste tempo do purgatório. A absolvição sacramental livra a pessoa do inferno e a indulgência livra a pessoa do purgatório.

Fonte: Vatican News / Canção Nova

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