Política

Minas vai ampliar monitoramento de contatos de casos suspeitos ou confirmados de covid-19

A partir de 30/10, nova ferramenta desenvolvida pela SES/MG começa a funcionar 

Uma nova ferramenta, desenvolvida por servidores da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), promete ajudar no controle da pandemia do coronavírus em todo o território mineiro. 

Chamada Painel de Monitoramento de Contatos de Casos Suspeitos e Confirmados de Covid-19 e operada por profissionais da Saúde, ela funciona por meio do rastreamento de contato e identifica pesssoas que tiveram contato com pacientes positivados ou suspeitos de covid-19.

Em operação a partir de 30/10, o recurso tem objetivo de interromper a cadeia de transmissão da doença, reduzindo o contágio e o número de casos no estado. 

Ações 

Diante da pandemia, várias ações de controle à propagação do coronavírus foram tomadas pelo Governo de Minas, o que minimizou os impactos da doença no estado, que apresenta a menor taxa de óbitos por 100 mil habitantes do Brasil. “Embora o cenário epidemiológico de Minas Gerais esteja controlado, continuamos os esforços para oferecer recursos assistenciais a todos os moradores do estado”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.

“O monitoramento de contatos é uma estratégia reconhecidamente eficaz para impedir a propagação da doença, pois identifica, em tempo oportuno, casos e seus contatos, fortalecendo a resposta ao enfrentamento da covid-19. Aliado à telemedicina, os resultados ficam ainda mais potencializados”, reforça Amaral.

Capilaridade

Nos municípios, a ação será executada pelas equipes de Atenção Primária à Saúde (APS), em parceria com as equipes de Vigilância em Saúde (VS), sendo os profissionais municipais os responsáveis pelo preenchimento semanal de uma planilha.  

No âmbito estadual, a ação será coordenada pelas equipes da Superintendência de Atenção Primária à Saúde, Diretoria de Vigilância e Agravos Transmissíveis à Saúde e Sala de Situação, tanto em nível central quanto regional (contando com as respectivas equipes). 

Os dados epidemiológicos disponibilizados pelos municípios serão compilados pelas equipes estaduais e os indicadores originados serão monitorados, a fim de subsidiar as tomadas de decisões e aprimoramento do planejamento da Rede de Atenção à Saúde (RAS). 

Os indicadores são: proporção de casos que tiveram seus contatos rastreados e a proporção de contatos que tiveram o monitoramento concluído.

Notificações 

Os resultados esperados a partir do uso da nova ferramenta são a ampliação de notificações e da investigação de casos de covid-19. A ação pretende, ainda, aumentar a qualificação dos processos de trabalho em todo o estado, além de promover maior integração da APS (Atenção Primária à Saúde) e VS (Vigilância em Saúde) nos níveis estadual e municipal. 

Saúde Digital

O aplicativo Saúde Digital MG é aliado essencial ao funcionamento do Painel de Monitoramento. Disponibilizado pelo governo em maio, por meio de parceria com a empresa de telemedicina, Techtools Ventures, o app tem feito o rastreamento da população desde agosto. Esta ação não desvincula o indivíduo do monitoramento pela APS, mas auxilia os profissionais no atendimento diário aos contatos.

“O aplicativo Saúde Digital MG vem como um instrumento importante de apoio, pois leva o profissional para a casa das pessoas (por meio de telemedicina), facilitando contato e vínculo com um especialista. 

Como a covid-19 pode se espalhar antes que os sintomas ocorram, ou quando nenhum sintoma está presente, as atividades de investigação de casos e rastreamento de contatos devem ser rápidas e completas”, informa Janaína Fonseca, diretora de Vigilância e Agravos Transmissíveis à Saúde. 

De acordo com o Protocolo Estadual de Infecção Humana pelo SARS-COV-2, são contatos próximos:

• Pessoa que teve contato físico direto (por exemplo, apertando as mãos);

• Pessoa que tenha tido contato direto desprotegido com secreções infecciosas (por exemplo, gotículas de tosse, contato sem proteção com tecido ou lenços de papel usados e que contenham secreções);

• Pessoa que teve contato frente a frente por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 1,5 metros, por pelo menos 15 minutos, a partir de dois dias antes do início da doença (ou, para pacientes assintomáticos, dois dias antes da coleta positiva da amostra) até 10 dias após a data de início dos sintomas do caso confirmado;

• Pessoa que esteve em um ambiente fechado (por exemplo, sala de aula, sala de reunião, sala de espera do hospital etc.) por 15 minutos ou mais e a uma distância inferior a 1,5 metros;

• Profissional de saúde ou outra pessoa que cuide diretamente de um caso de covid-19 ou trabalhadores de laboratório que manipulam amostras de um caso de covid-19 sem Equipamento de Proteção Individual (EPI) recomendado, ou com uma possível violação do EPI;

• Passageiro de aeronave sentado no raio de dois assentos de distância (em qualquer direção) de um caso confirmado de covid-19; seus acompanhantes ou cuidadores e os tripulantes que trabalharam na seção da aeronave em que o caso estava sentado.

Fonte: Site Governo de Minas

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Eventos

Aliança de Misericórdia realiza pesquisa com pessoas do livramento condicional e sursis

Devido os objetivos da Associação, algumas pessoas da cidade sugeriram que fizéssemos um projeto que atendesse pessoas do sistema prisional, uma vez que na cidade não disponha deste equipamento. Sendo assim, no ano de 2016 iniciamos esta proposta de trabalho. O primeiro passo foi a criação do projeto, em seguida a busca pela captação de recursos para contratação da equipe técnica, que aconteceu no mesmo ano através da parceria com o Fórum da Comarca de Divinópolis por meio dos recursos provenientes das penas pecuniárias. Através da parceria com o Amor Exigente, tempo depois conseguimos realizar uma reunião na sede da Associação para apresentação da proposta de trabalho para a equipe da psicológica da unidade prisional e depois outra reunião com os demais servidores já dentro da unidade, quando assim começaram os trabalhos em grupos com os reclusos, onde trabalhamos vários temas com o foco de ajudar na inserção à sociedade. Inicialmente o projeto denominava-se SAESP – Serviço de Atendimento ao Egresso do Sistema Prisional, pois o foco inicial foi de atender apenas as pessoas em previsão de liberdade e os egressos do sistema prisional. Entretanto, ao longo do trabalho e com o fortalecimento das parcerias estabelecidas, como aconteceu com o Fórum da Comarca de Divinópolis que, além dos recursos recebidos através das penas pecuniárias, passamos também a assumir o Conselho da Comunidade na Execução Penal e o atendimento ao público do livramento condicional e sursis que ocorreu em Junho de 2019 onde mensalmente assinam o livro para monitoramento da pena e, neste momento, viu-se a oportunidade de ter um olhar diferenciado identificando durante o acolhimento algumas demandas para possível intervenção. Além disso, entramos em contato com as pessoas que estão em descumprimento e caso necessário fazemos a visita em domicilio com o objetivo de evitar o retorno ao sistema prisional prestando as devidas orientações. Outra parceria firmada foi junto ao público da APAC – Associação de Proteção e Assistência aos Condenados, aonde passamos também a visitar as pessoas que não cumprem com a assinatura semanal como forma de prevenção ao encarceramento prestando da mesma forma as devidas orientações. Outro projeto desenvolvido dentre as atribuições do SAESP é o Projeto Novos Rumos que possibilita a confecção e venda de artesanatos de modo geral pelas reclusas do Presídio Floramar como meio de ocupação para elas enquanto cumprem sua pena determinada pela justiça.

Percebeu-se com o tempo que o público alvo do projeto já não era mais o mesmo, assim o projeto passou-se a denominar-se SAESP – Serviço de Atendimento às Pessoas em Cumprimento Penal, pois nem todas as pessoas atendidas passaram pelo sistema prisional e mesmo após o período considerado como egresso segundo a lei de execução penal, muitos destes continuam em atendimento ou acompanhamento. Permaneceu a mesma sigla pela mesma já ser de conhecimento de muitas pessoas, inclusive da rede sócio assistencial parceira.

Ao longo do tempo vimos que algumas particularidades deste público necessitavam de um olhar peculiar. Uma das questões que percebemos foi que alguns integrantes de uma família inseriam-se no mundo da criminalidade por influência de um outro familiar, assim acolhemos também a família como forma de prevenção, pois uma vez que os vínculos entre seus membros estiverem fortalecidos e sólidos, a possibilidade de não se inserirem no “mundo do crime” aumenta. Assim, durante as visitas ou do contato por telefone com a família estudamos se há necessidade de alguma intervenção e de que maneira poderemos fazer isso.

A repercussão do trabalho vem crescendo a cada dia e a possibilidade de intervenção também, pois algumas pessoas que não foram atendidas pelo grupo na unidade prisional ficam conhecendo nosso trabalho e buscam algum tipo de auxilio, além daquelas que são encaminhadas pela rede sócio assistencial. No segundo ano de execução do projeto (2017), foram realizados 187 atendimentos, 55 encaminhamentos e 60 visitas domiciliares. No ano de 2018 foram realizados 279 atendimentos, 133 encaminhamentos e 89 visitas domiciliares. Apesar do aumento nas intervenções há ainda muito o que se fazer. Segundo o site da TV Integração do Centro Oeste, em reportagem publicada no dia 26 de março de 2018, de acordo com levantamento da Secretaria de Estado de Segurança Pública, destacou que Divinópolis concentra quase 40% dos homicídios registrados no Centro Oeste de Minas em 2017. Apontou ainda que 67% dos furtos da região também ocorrem em Divinópolis. Assim sendo, vê-se a necessidade de fortalecer, intensificar e ampliar as ações de maneira que este projeto possa colaborar com a diminuição destes dados.

Diante do trabalho realizado com o público do livramento condicional, onde hoje são atendidos cerca de 350 pessoas por mês, fizemos um questionário e aplicamos ao público durante o mês de novembro de 2019 no ato da assinatura. A intenção era a de poder conhecer um pouco mais a realidade deste público para criarmos ações que pudessem ajudá-los a evitar a reincidência criminal. A participação dos reeducandos foi muito grande e estamos copilando os dados para publicarmos um artigo que em breve estará disponível para consulta.

Fonte: Arquivos da Associação.

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